A família do copiloto de helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Marques Monteiro, anunciou neste domingo (17) a morte do policial, que faleceu após quase um ano e meio de luta contra as consequências de um tiro na cabeça durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste da capital fluminense. Felipe, de 46 anos, estava em estado grave desde março de 2025, quando foi atingido enquanto pilotava uma aeronave que apoiava a Operação Torniquete, uma ação contra uma quadrilha especializada em roubos de vans na região.
O helicóptero em que atuava foi alvejado por disparos de fuzis, e Felipe foi socorrido em estado gravíssimo para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, Zona Sul do Rio. Após nove meses de internação no Hospital São Lucas Copacabana, recebeu alta em dezembro de 2025 para iniciar um processo de reabilitação, mas recentemente seu quadro de saúde piorou, levando a uma nova internação.
Em nota publicada nas redes sociais, a família descreveu Felipe como “um guerreiro do início ao fim”, agradecendo pela força e exemplo que deixou. “Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas. Seu legado jamais será esquecido”, afirmou o texto.
A morte de Felipe Marques Monteiro, piloto da Coordenação de Operações Especiais (CORE) da Polícia Civil, foi lamentada pelo Governo do Rio de Janeiro em nota oficial. “O Governo do Estado do Rio de Janeiro lamenta a morte do policial civil e piloto da CORE, Felipe Monteiro Marques, que foi ferido em março de 2025, durante uma operação da Polícia Civil na Vila Aliança, quando o helicóptero em que atuava como copiloto foi alvo de disparos de criminosos com fuzis”, declarou a secretaria.
“Desde então, ele travou uma longa, difícil e corajosa batalha pela vida, marcada pela força, fé e dedicação da família, especialmente de sua esposa”, completou a nota, que ainda reconheceu a bravura do policial e seu compromisso com a segurança pública.
Contexto da Operação Torniquete
A Operação Torniquete, na qual Felipe atuava como copiloto, tinha como objetivo desmantelar uma quadrilha especializada em roubos de vans na Zona Oeste do Rio. Segundo a Polícia Civil, o grupo causou prejuízos superiores a R$ 5 milhões ao setor de transporte turístico apenas em 2024. O helicóptero utilizado na operação foi adquirido durante a intervenção federal no Rio de Janeiro, em 2018.
Na ocasião do atentado, o então secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, confirmou que o policial havia sido atingido por criminosos durante a ação. Em setembro de 2025, Curi também concedeu a Medalha Coragem a 44 agentes baleados, incluindo a si mesmo, em reconhecimento ao trabalho e à dedicação dos profissionais.
Legado e Solidariedade
Felipe Marques Monteiro era um dos símbolos da coragem e da dedicação dos agentes da Polícia Civil do Rio. Sua trajetória de recuperação mobilizou colegas, amigos e a população, que acompanharam de perto sua luta pela vida. Agora, a família, os companheiros de trabalho e a sociedade fluminense se unem para prestar solidariedade e homenagear sua memória.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro ainda não divulgou detalhes sobre possíveis homenagens ou cerimônias em memória ao policial. A próxima atualização sobre o caso deve vir da própria instituição, que tem acompanhado de perto a situação desde o atentado.
Se você foi afetado por este fato e precisa de apoio emocional, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro disponibiliza canais de atendimento psicológico e assistência social. Mais informações podem ser obtidas no site oficial do governo.
Compartilhe suas mensagens de solidariedade e homenagens aos familiares e colegas de Felipe Marques Monteiro. Sua história inspira e seu legado permanecerá na memória da segurança pública do Rio de Janeiro.
